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terça-feira, 19 de abril de 2011

A vida esta me atropelando com mais frequência. Até cansei de dizer que as coisas não estão bem, pois é só olhar para as minhas mãos machucadas, meu olhar abatido e meu coração apodrecido, que perceberá. Mas, mesmo assim, não consigo dizer que estou infeliz e que não vejo mais flores no meu jardim.
Eu sei que meu céu não esta mais azul, não preciso que ninguém jogue isso na minha cara. Também sei que minhas asas estão caindo, pena por pena. Mas eu gosto de acreditar que sou forte e que aguento todas essas coisas ruins, que chegaram de uma vez.  Eu tento acreditar, para ver se vira realidade. E, também, se eu não acreditar em mim mesma, quem mais irá, não é mesmo?
Estou carregando uma bagagem lotada de problemas, em cima das minhas costas. Uma bagagem que pesa mais que quinze elefantes juntos. Não esta nem um pouco fácil continuar andando, mas olha que coisa mais encantadora: alguém esta segurando minha mão, fortalecendo novamente meu chão.

domingo, 10 de abril de 2011

sem pontos.


Não pergunte. Eu não sei dizer se gosto ou desgosto. Não sei explicar esse meu momento de simplesmente não saber das coisas. Afinal, sempre fui a mulher das decisões mais firmes que eu tive o prazer (ou desprazer, eu também não sei dizer) de ter conhecido um dia. Mas hoje, especialmente hoje, não consigo saber se uso o pingo do i de sim ou desenho bem o til do não. É quase impossível decidir entre o dia e a noite, o branco e o preto. Acho que vou voltar ao que era antes: tomar o mundo de uma só vez, em um gole só.